Aninhamento, 2024-2026
Série Renascendo entre Escombros: Crônicas sobre um Mundo à Deriva
6000 metros de fitas de rega recolhidas nas areias do rio Tejo, no parque industrial CUF, Barreiro, Portugal
80 x 160 x 160 cm
Aninhamento, 2024-2026
Série Renascendo entre Escombros: Crônicas sobre um Mundo à Deriva
6000 metros de fitas de rega recolhidas nas areias do rio Tejo, no parque industrial CUF, Barreiro, Portugal
80 x 160 x 160 cm
Aninhamento carrega o paradoxo de transformar materiais originalmente destinados a direcionar o movimento e o fluxo da água em uma forma de abrigo, contenção e refúgio. A sua estrutura circular remete tanto a intenção de acolhimento quanto à ideia de ciclo e retorno, sugerindo proteção, mas também uma certa imprevisibilidade. Sob a ótica da minha experiência migrante, a obra reflete sobre a busca por pertencimento em meio ao deslocamento e à fragilidade dos refúgios possíveis. A materialidade residual aponta para um mundo em que a permanência se torna um privilégio frágil, enquanto o ato de recolher e reconfigurar fragmentos evoca a necessidade humana de reconstruir vínculos, identidade e novas formas de existência.